Gerações diferentes num mesmo desafio!

 

Objetivo do Grupo: – Sair de Aldeia da Serra e chegar a Alphaville via Santana de Parnaíba.

Sábado, 07 de março, 6h30minutos lá estávamos nós, em frente à banca de jornal da pista na Alameda Mamoré em Alphaville, prontos para zarpar (de carro) para Aldeia da Serra para mais um treino longo. Pela medição feita no Google Earth, serão + ou – 25 / 26 km. Vamos ver!

Já às 7 horas da manhã, depois de um breve alongamento, Marcelo, Vitão, Leka, Nico e Eu saímos correndo a partir do estacionamento do restaurante que tem atrás da capela de Aldeia da Serra em direção a Alphaville.

Sem sol e temperatura muito agradável (Graças a Deus) tomamos a direção da estrada de terra que fica a direita do portal de entrada e saída de Aldeia da Serra.

Marcelão já fez uma maratona. Vitão não. Leka, quilometragem máxima até então, 21K. Nico, semana passada, no mesmo percurso só que via Barueri (está publicado no blog), fez comigo 25K, então sem problemas.

Leka, Nico e Eu treinamos com o Marcos que é o técnico da equipe PéNaPista. Marcelão e Vitão são Run&Fun do treinador Mario Sérgio.

Na minha ótica: – A Leka é a mais apreensiva. Eu também não estava muito confortável, pois conheço bem o percurso por Santana de Parnaíba até Alphaville e sei que não é nada fácil!

Veja os detalhes no link abaixo.

Aldeia-Alphaville (via Santana)

Contando a história: – De Aldeia, fomos correndo tranquilamente até a Estrada dos Romeiros. Esse trecho tem mais ou menos uns 12/13 km e não é difícil já que é bem arborizado e o piso é, em sua maioria, de terra batida. O que incomoda um pouco (ao menos para mim) são os trechos onde a descida é mais intensa ou longa. Elas acabam com a lombar de qualquer um!

Chegando a Estrada dos Romeiros, ao invés de pegar a esquerda em direção a Santana de Parnaíba, fomos à direita (uns 400 metros á frente) para nos hidratar num rancho da pamonha que tem a beira da estrada.

Primeiro pepino: – eram pouco mais de 8 horas da manhã e a droga do rancho ainda estava FECHADA. E agora? Sem água? Fazer o que? Meia volta e, ainda na Estrada dos Romeiros, seguimos em direção a Santana de Parnaíba.

Esse trecho (ainda bem que é curto) não é legal, não. Não pela altimetria, mas por não ter acostamento e o trafego local de caminhões, carros, motos e sei lá mais o que, estão lá com tudo. Então, se Vc quiser fazer esse percurso, fique esperto!

Seguimos em frente em fila indiana até chegar ao trevo de Santana de Parnaíba. Com mais ou menos 15K percorridos, sem água até então, graças ao cara que quis dormir até mais tarde e não abriu o bendito rancho!

No trevo de entrada na cidade de Santana, entramos a direita em direção a Alphaville. Lá, a esquerda da rua, demos de cara com um “OASIS”.

Encontramos uma adega onde nós nos hidratamos pela primeira vez depois de longos 15 km. Alguns foram de água, outros de isotônico. Eu de Coca Cola normal, assim garanto a estabilidade do açúcar no sangue. Se certo ou errado, não sei. Mas, acreditem, pra mim funciona!

Tirando o problema do rancho fechado e o transito na Estrada dos Romeiros, até ali o percurso é tranqüilo. Apesar do sobe e desce direto, dá pra fazer numa boa!

Tocamos em frente atravessando a ponte sobre o rio Tiete, já em direção a Alphaville saíndo do centro da cidade de Santana de Parnaíba.

Pegamos a Estrada Tenente Marques e ai também tem um pouco de transito, mas tem calçada, então na boa seguimos em fila indiana por ela.

Alguns quilômetros mais a frente (3 ou 4), o primeiro obstáculo de fato. Uma subida terrivelmente INCLINADA e LONGA. Na nossa frente ia um caminhão pipa que de tão vagaroso quase dava para ultrapassar e acreditem não é porque estava carregado não, mas pela inclinação do trecho.

No gráfico do link dos detalhes não dá para ver direito a inclinação, pois se comparado com o trecho longo de descida de Aldeia a coisa parece fácil. Mas, acreditem a “tal” é de lascar e é a primeira. Para frente tem mais!

Oito e pouco da manhã, a temperatura continuava ideal para correr, mas a essa altura do campeonato, todos estávamos molhados. Encharcados de suor! Tanto que dava para sentir o pé molhado dentro do tênis. Uma lambreca!

Cheguei ao topo dessa primeira subida quase morto e, de novo, morrendo de sede. Era o resultado de correr 15K sem hidratação. O que tomamos na adega não deu nem para o começo. Quando o corpo já está desidratado a reposição não responde na rapidez que é preciso para quem está correndo e, desde o inicio do percurso, ao menos a cada 2/3 km devemos repor líquidos senão, fica difícil.

Mas, aquele sábado era um dia da graça e nosso amigo Fernando, marido da Leka que é irmã do Marcelo, apareceu lá de moto e percebendo a secura que nós nos encontrávamos de imediato providenciou a hidratação. Santo homem, o Fernandão! Santo homem!

Hidratados, tocamos em frente e dá-lhe subida e descida.

Que percurso difícil!

Não existe plano, ou você está subindo ou esta descendo. É coisa para bode montanhês!

Continuamos em frente e agora, em virtude do percurso, sem falar muito um com o outro. Na realidade só algum comentário rápido para manter o animo para finalizar o longão.

E assim fomos em frente, sempre com o “Santo Fernandão” a cada 2 ou 3k nos dando hidratação.

Até a portaria do Residencial 06, tivemos três subidas e três descidas intermináveis e muito inclinadas. Uma pior que a outra. Minha lombar estava me matando! Em alguns pontos tive que dar uns passos ao invés de trotar!

Passando o residencial 6 e em frente ao residencial 5, mais uma banca e mais hidratação. Estamos meio com cara de “Sinhá Mariquinha Cadê o Frade” então, sem enrolação, colocamos água no papinho e os pés no caminho.

Eu, assim como os outros, não via à hora de chegar, principalmente porque estávamos a mais ou menos uns 6 km da pista da Al. Mamoré, local previsto de chegada e apesar de mais subidas e descidas, o percurso agora nos é mais familiar, pois estamos sempre correndo nele ou passando de carro. Lá é rota de passagem para sair dos residenciais.

Mais uma banca de jornal e mais água no km 23/24 do nosso percurso. Tocamos em frente com o Vitão puxando o pessoal, Nico, Eu, Marcelo e Leka um pouco mais atrás.

Depois da Avenida Alphaville tem a portaria do Residencial 2 e o Vitão entrou, já que mora lá e ainda tinha um “chãozinho” até na casa dele. Com certeza, ele também estava é louco para chegar e terminar o treino.

Nico, eu e Marcelo tocamos até a pista onde encontramos o pessoal do PéNaPista treinando. Leka soubemos depois, quando passou em frente da portaria do Residencial 1, ficou por lá, pois tinha um almoço na casa do pai e não queria perder tempo com conversa mole na pista.

Resumo da ópera: – O percurso tem 26.200 metros.

Percepção de cada um através da minha ótica e de papo com eles na tarde do mesmo dia:

·        Leka que nunca tinha passado dos 21K, achava que seria pior do que foi. Tenho a impressão que é porque ela pesa 45 quilos e não 83 como o meu peso atual. Brincadeira, ela é muito focada e mandou muito bem!

·        Marcelão achou difícil, mas também gostou. Tenho certeza que se inventarmos outra treino longo e duro como esse, o “cara” vai estar junto. Ele gosta mais de distancias até 15K e, por isso se sai bem em provas com distancias “curtas”. Está focado e encara os treinos longos, pois quer fazer um maratona e sofrer menos com um tempo melhor que fez em Paris. Então, acho que para ele, esse treino também valeu à pena!

·        Nico, falastrão como sempre, gostou! Ainda não se decidiu se fará ou não uma maratona em 2009. Eu acho que ele vai sim!

·        Vitão achou difícil, mas gostou. Na minha ótica, mandou muito bem e ainda vai dar o que falar quando fizer a sua primeira maratona. 

·        Eu gostei, mas ainda acho bastante difícil esse percurso. Tenho certeza que não sofremos tanto porque a temperatura ajudou MUITO (sem sol) e também porque o Fernandão estava lá para nos hidratar. Não aconselho ninguém fazer o percurso se não tiver estratégia de ao menos um posto d’água a cada 5K nos primeiros 15K e depois um posto a cada 3K.

Comentário Final: Quero deixar aqui uma satisfação muito grande que foi poder correr junto com eles. Exceto o Nico, que também tem mais ou menos a idade dos outros (30 anos), todos são filhos de amigos meus. Mais importante que a dificuldade do percurso, do que a determinação, do foco e objetividade que cada um teve que ter e é preciso para cumprir a meta estabelecida, para mim ficou claro mais uma vez que o maior benefício que a corrida proporciona a todos os praticantes é a integração, tolerância e aproximação de gerações distintas. Uma renovação que a só a corrida proporciona aos seus praticantes.

É muito legal! Gerações diferentes, ali lado a lado “brigando” para atingir objetivos idênticos.

Tenho certeza que sou um felizardo por poder compartilhar com eles essas 2horas e 36 minutos de corrida!

 Vamos em frente e até a próxima!

3 Respostas to “Gerações diferentes num mesmo desafio!”

  1. Vera Says:

    E isso ai………parabens a todos , principalmente para essa nova geração de corredores ! Como diz o Dr. John Bingham : ” The miracle isn´t that I finished , the miracle is that I have the courage to start “….
    Than, keep running !!!!!!!

  2. elisangela matos Says:

    olá, alfredo!

    estava pesquisando via google sobre a estrada dos romeiros, porque estou planejando fazer longões por lá, e acabei tendo o prazer de encontrar dois relatos seus!

    adorei!
    esse relato dos 26km é rico em detalhes, justamente o que estou precisando pra programar o meu longão!

    acabei de me mudar pra barueri, e estou sempre procurando algum lugar pros meus longões!
    minha dúvida era justamente em relação à segurança do percurso: estradas com acostamento, com postos para hidratação, risco de assalto…
    costumo fazer meus longões sozinha, então sempre tento me preparar bem antes de encarar uma aventura assim!

    vocês ainda fazem longões por lá?
    se ainda fazem, cabe mais uma;)

    • donadio Says:

      Oi, Elisangela Tudo Bem?
      Ótimo que gostou do nosso relato dos percursos. Há dois deles com o mesmo ponto de saida e chegada, um pela estrada dos romeiros via Barueri e outro via Santana de Parnaiba. Acho, não lembro mais, mas deve ter um saindo de Aldeia para Alphaville e outro de Alphaville para Aldeia. UFA fico cansado só de recordar.
      Daqui para o final do ano “acho” que não mais faremos esses percursos pois eu estou meio devagar quase parando. Tenho corrida muito pouco (3 ou 4 vezes na semana) e no máximo 10 Km. Longões ??? de 15 e olhe lá. To sem objetivo de prova e ai fica dificil percursos longos.
      Acredito que mais para o final do ano voltamos aos longões de verdade! vamos ver….
      Se puder ir acompanhando, assim que começarmos publico algo, ok?
      É isso!
      Obrigado pela Visita ao Blog e de um role por ele que tem algumas coisas bastante interessantes.
      Vc que gosta de LONGOS, veja nossa SAGA em Comrades 1.999 …..”seculos atrás” está em um dos ultimos post.
      Boas Corridas e até mais.
      Tem corrida nossa no sabado (5 e 10K)inscrições abertas até amanhã. Apareça!

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