A Linha do Tempo e as Corridas de Rua

Outra noite aconteceu algo interessante que me chamou atenção, pois marca muito bem a linha do tempo a partir dos relacionamentos adquiridos no convívio que as corridas de rua proporcionam aos seus praticantes.

O acontecimento: Jantar de aniversário da mãe de uma amiga nossa de corridas. Até ai tudo bem, sem novidades, mas guarde, essa nossa amiga tem 33 anos.

Papo vem papo vai e em algum momento, estava eu circulando quando fui interpelado pela mãe da aniversariante, ou seja, avó da nossa amiga, que me perguntou se eu era amigo do “fulano de tal” casado com uma familiar dela, etc. e tal. Eu disse que sim, que fazia algum tempo que nós não encontrávamos, mas que ele era um amigo muito querido, pois por muito tempo foi meu companheiro diário de corridas e o primeiro a incentivar e participar na minha primeira maratona em 1989.

A reflexão: Cris, minha mulher, me perguntou se a pessoa que estávamos comentando era aquele senhor que apresentei para ela tempos atrás, disse que sim, e foi nesse momento que percebi que a corrida de rua e talvez só essa atividade é capaz de promover um encontro de gerações desse porte afinal aquele meu amigo hoje, apesar de não aparentar, deve ter por volta de 75 ou mais anos de vida.

Notem os Números: – Eu tenho 59 e muito próximo aos 60 anos, essa nossa amiga tem 33 anos, ou seja, quase metade da minha idade (27 anos a menos) e o amigo que comentávamos na festa, parente da avó dela, por volta de digamos 75 anos, ou seja, 15 a mais do que eu e 42 anos a mais que ela – todos corredores e todos amigos. Não é o máximo? Além disso, lá estava o irmão dela que tem 34 anos e também é corredor e amigo de todos dessa historinha. Quer mais?

Temos casais amigos que faz parte do nosso grupo de corridas e alguns com filhos muito jovens entre 15 e 26/27 anos que, exporadicamente, correm conosco.

Um desses casais, em especial, tem três filhos e dois deles não só correm, mas literalmente convivem conosco mais rotineiramente de forma muito participativa trocando idéias e alguns emails.

Indo aos extremos e demonstrando que a ocorrência da primeira história não é um caso isolado nas corridas de rua, pasmem o filho mais novo desse casal acaba de fazer 18 anos e eu, em três meses, faço 60, ou seja, os mesmos 42 anos de diferença da historinha anterior. Não é demais? Nós somos quase meio século unidos pela corrida de rua!

Vocês conseguem imaginar a “troca” que existe a partir da ótica e da experiência de cada um? A influencia e aprendizado que gerações tão distintas podem proporcionar nas atitudes diárias individuais? É a mais perfeita operação de somar que conheço. O resultado é pra lá de positivo. Só tem ganhadores.

Com certeza, essas histórias não são casos isolados e você que é corredor pode observar no seu convívio que identificará algo muito parecido acontecendo, inclusive quem sabe você não é um dos vários felizardos que tem os filhos correndo ao lado!

Então, VIVA AS CORRIDAS DE RUA que entre os inúmeros benefícios proporciona relacionamentos entre gerações!

Até próxima, Bons relacionamentos e Ótimas Corridas!

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